



dizeres: "MOTOTÁXI"! Fiquei abismado com o arrojo do proprietário, colocando uma moto desta como "moto de praça". Conversamos um pouco com ele: era um português que havia retornado ao país depois de trinta anos fora e estava tentando um novo tipo de negócio havia 6 meses! Perguntei-lhe se sabia onde poderia alugar um scooter, mas ele não tinha informações a respeito. Perguntei-lhe, então, qual o "buteco" que ele frequentava, em Lisboa. Ele não me entendeu e expliquei-lhe o que significava "buteco" no Brasil (bar local, de bairro). Ele nos
indicou, então, a rua das Portas de Santo Antão, ali perto. No
trajeto tomamos a tradicional "Ginjinha", um licor preparado com um tipo de cereja que só existe em Portugal, a "ginja". No caminho entramos numa casa lotérica, a "Casa da Sorte", onde adquirimos nossos passes de trem e de metrô, que nos permitem viajar durante 24 horas para qualquer lugar em qualquer linha. Entramos num "bistrô" (?!) e o garçon, Ângelo, nos atendeu. Comemos bolinho de "batatalhau", massa folhada de frango, croquetes de carne e tomamos "Imperial", que é o nosso chopp na tulipa. Puxamos um papo com o Ângelo, já que o "bistrô" estava vazio e sempre é bom conversar com os "locais", para saber das coisas. Ele nos diz que não "percebeu" que eu era brasileiro, que meu sotaque já estava bem "lusitano", pois, pois... Voltamos a pé até nosso hotel. Passamos pelo "El Corte Inglés", onde compramos água e Mary sondou os preços de um "HD" (hard disk) externo, acessório para computador que estava interessada em comprar. No saguão do hotel estava acontecendo uma comemoração referente ao primeiro aniversário do
programa de fidelidade deles. Estavam oferecendo, aos hóspedes, uma dose do vinho de sobremesa "Marquês de Riscal", famoso e saborosíssimo, geladinho, assim como uns canapés. Degustamo-os, entramos na internet e nossos filhos estavam "on-line". Conversamos com eles e, depois, subimos, tomamos banho e saimos para jantar. Pegamos um
táxi até a rua das Portas de Santo Antão, novamente, onde estão localizados diversos restaurantes. Fomos ao "Torremolinos". Mesas na calçada, muito agradável. Nós pedimos bolinhos de bacalhau (prá variar...), Mary comeu bacalhau com natas (bom!) e, eu, fui no "bacalhau a Brás" (ruim...). Tomamos uma jarra de sangria (difícil dar errado...). A conta: 37 euros. Embarcamos num táxi para voltar ao hotel, pois tínhamos caminhado bastante, hoje. Não é caro: pagamos 6 euros para ir e 6 euros para voltar! Subimos, tomei um "digestivo" (uma dose de "Armagnac") e fomos dormir.




Referência gastronômica:
- Restaurante Torremolinos, Rua das Portas de Santo Antão, 62-64, Lisboa
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